Este é um tema tortuoso que me me aflige desde os tempos em que eu ainda era estudante de direito.

Nesta ocasião, confesso que tinha uma visão distorcida acerca da extensão e aplicabilidade das leis protetivas aos direitos humanos, felizmente e com muito estudo consegui clarificar melhor o verdadeiro conceito e amplitude sobre o tema.

Percebi claramente que os direitos humanos não são endereçados para humanos direitos mas todo aquele que se encontra em uma situação limitadora à sua dignidade. Sem dignidade não somos nada e, por consequência não iremos alcançar nada.

Se eu tivesse visto a imagem da criança morta na beira da praia quando ainda era somente filho, dificilmente estaria tão comovido como agora estou, somada à minha indignação em razão do conhecimento técnico que eu hoje tenho acerca das diferenças entre imigrantes e refugiados.

Baseado no conceito de alteridade, indago-me: e se acaso eu ou algum dos meus filhos tivesse nascido na Síria, um local outrora repleto de riquezas imateriais e que hoje é devastado pela estupidez humana e pelo fanatismo religioso? Será que eu não teria tentado a mesma sorte do garoto que morreu afogado? É justo que as pessoas tenham a sua dignidade tolhida, por conta de uma pretensa soberania da qual se julgam os Estados detentores? Quantas pessoas ainda terão que morrer pelas mãos do fanáticos e dos governantes até que estes se conscientizem que Deus é amor e que a primeira coisa que se perde em uma guerra é a verdade? Até lá recolho-me a minha insignificância de mero pensador, pois me falta a perspicácia do que fazer enquanto ativista. Saudações.